segunda-feira, 18 de maio de 2009

Angola Hoje - Luanda - A Ilha





Claro que não podia deixar de falar de Luanda. Continua linda como sempre foi, principalmente aquela parte que todos conhecemos.
A Ilha continua lindíssima e muito frequentada por europeus. A praia encontrava-se cheia de lindas mulheres, brancas e negras. E comemos muito bem no restaurante onde almoçamos. Come-se muito bem mas carissímo. Muito mais caro do que em Lisboa.

Mas a beleza compensa...

Angola de Hoje - Sumbe







Sumbe será talvez uma sombra do que terá sido " o Novo Redondo" que muitos de nós teremos conhecido. Os "muceques" são extensíssimos e a parte urbana da cidade está um pouco abandonada, embora não tenha perdido totalmente a beleza que por certo teve. A Igreja é lindíssima mas apresenta ainda sinais da guerra, com inúmeros buracos de balas. Tambem pude apreciar o monumento com a esfera armilar encimada por uma caravela. Esses sinais mantêm-se mas todos os dizeres e os cinco castelos, foram apagados.

É uma cidade que vale a pena visitar e onde se podem encontrar vários hoteis e pensões de qualidade aceitável.

Angola de Hoje - Rio Binga











Viajando em direcção ao Sumbe (antigo Novo Redondo), tive a felicidade de participar num piquenique junto das "Cachoeiras" do rio Binga. Trata-se de um lugar paradisíaco que nunca pensei que existisse. O almoço foi óptimo, mas não mais esquecerei a paisagem maravilhosa que representa a separação dos rio Binga em três braços de rio, que se lançam depois em queda livre de vários metros, para se juntarem novamente e formarem o seu calmo leito que se espraia junto de frondosas palmeiras.

Angola de Hoje - Observatório da Lua







Mas tambem viajei um pouco para Sul. Fui até ao Sumbe (antigo Novo Redondo) a cerca de 600 Km de Luanda. Penso que teremos feito esse percurso quando, há cerca de 36 anos, deixamos o Chiede a caminho de casa.
A paisagem não me era propriamente familiar, mas não tenho dúvidas que passei por lugares lindissimos como nunca imaginei que existissem. É o caso do "Observatório da Lua" onde se pode apreciar uma paisagem verdadeiramente "extra-terrestre" como nunca tinha tido o prazer de apreciar.

Angola de Hoje - Foz do Dande




Passei a semana passada em Angola. Não foi propriamente o cumprimento de um desejo antigo, já que isso só aconteceria se tivesse visitado alguns lugares onde vivemos momentos bons e outros menos bons. Gostaria por exemplo de ter visitado a Musserra, o Quixico e tambem Namacunde. Isso não foi possível. Digamos que estive perto do Ambriz. Almocei na foz do Dande um pouco mais a Sul, mas a paisagem que conheciamos de Ambrizete não é muito diferente daquela que tive a felicidade de apreciar uma vez mais.





sábado, 7 de março de 2009

Velho Jeep do Quixico


Este velho jeep da C. Caç. 3482 acompanhou-nos em imensas aventuras quando da nossa permanência no Quixico.
Com ele fizemos várias caçadas e muitos passeios na extensa fazenda de Café que o Quixico era e que demorava horas a percorrer.
Nesta fotografia podem ver-se os Alferes Oliveira e Abrantes

Chiede - Relações com Autoridades locais


Regra geral as relações dos militares portugueses com as Autoridades Admnistrativas locais eram boas. Nesta fotografia pode ver-se o Alferes Abrantes e o Chefe de Posto do Chiede.

Confraternização....


Jantar de confraternização entre os militares da C. Caç. 3482.

Reconhecem-se o Alferes Abrantes, o Furriel Santos e os soldados Abreu, Rosário, Cruz e Lourenço.

O Futebol sempre presente


O futebol, para além de ajudar a passar o tempo, permitia manter a "boa forma".

Lembram-se da operação Lué, quando referi que durante todo o tempo que decorreu desde o assalto ao acampamento até à chegada ao local de recolha, o soldado Vaz havida transportado SEMPRE uma das crianças recuperadas? Pois o soldado Vaz é o "pequenininho", o primeiro à esquerda em baixo. Quem diria que depois de tudo o que passamos durante a operação alguém "com aquele físico" conseguiria transportar ao colo uma criança durante horas?

Descascar batatas


Normalmente as operações que realizavamos no Sul de Angola eram bastante agradáveis. Por um lado porque permitiam um contacto estreito com as populações e, por outro, porque levavamos connosco o essencial para passarmos uns dias relativamente bem passados. Por outro lado, conseguiamos normalmente "subtrair" aos rebanhos que pastavam pelos campos, um ou dois cabritos o que melhorava substancialmente a qualidade da nossa alimentação.


Naturalmente que o trabalho "tocava" a todos principalmente quando se tratava de descascar as batatas, que normalmente fritavamos, já que comer arroz e esparguete bastava no quartel.

Nesta fotografia reconhecem-se o Matunguila, o Abreu, o Almeida, o Avelino, o Abrantes o Dionísio, o Correia,o Semeão e o Telo.