quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lué

Um leitor do nosso Blog fez-me chegar esta fotografia do Lué. Dá para perceber a beleza do local e o "buraco" onde se encontrava implantado o destacamento, claramente indefensável se atacado dos morros em volta. Felizmente nunca aconteceu connosco. Também andou na Zona onde fizemos a operação a que chamei de Lué e de onde trouxemos as crianças de que todos sabemos. Esteve em Angola na mesma altura em que nós também estivemos.
Renovo os meus votos de Feliz Natal para TODOS NÓS.
JA

domingo, 3 de dezembro de 2017

Feliz Natal


Mais um ano que chega ao fim e mais um Natal que se avizinha. Digamos que este ano que agora finda, terá trazido alguma melhoria da situação financeira para todos nós, eventualmente algumas perturbações, mas espero que as alegrias as tenham suplantado. Terá permitido a concretização de alguns sonhos, como foi o meu caso, com a publicação do livro Amor e Guerra. de Coimbra a Nambuangongo, o que para mim tem um significado muito especial. E a nossa Associação que fez 42 anos, organizou mais um convívio que decorreu, como sempre, de forma exemplar.
É agora hora de pensarmos o futuro, desejando que o próximo ano, seja no mínimo, tão bom quanto este que brevemente chegará ao fim.
Para todos os ex-militares da C. Caç. 3482, seus familiares e amigos, desejamos um Santo e Feliz Natal e um ótimo 2018.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

42º Convívio da C. Caç. 3482

Continuo a recordar o 42º convívio da C. Caç. 3482, realizado no Pombal em 04/06/2017. Estes veneráveis companheiros andavam, quarenta anos atrás, mais precisamente em 1973, por terras de Angola, mais propriamente no Quixico/Nambuangongo.
Três destes companheiros, os ex-furriéis Almeida e Soares e o ex-1º cabo enfermeiro Pereira, acompanharam-me naquela noite triste, em que atacamos e destruímos uma base IN na zona do Lué, embora no "assalto", tanto quanto me lembre, só eu tenha participado. Depois dessa operação, cometi a "proeza" de deixar no local de recolha o nosso amigo "Piriquito", sem consequências importantes (o ataque havia sido excecionalmente violento inviabilizando qualquer reação) que não fosse obrigá-lo a fazer 15 Km correndo, até chegar ao Lué.
Que se repitam muitos mais convívios agradáveis como este o foi, embora, normalmente, estes encontros "pequem" pela falta de tempo, que inviabiliza uma maior confraternização.
O nosso agradecimento aos habituais organizadores, Rodrigues e Fernandes, incansáveis e eficiêntes
como sempre.

domingo, 4 de junho de 2017

42º Convívio dos ex-militares da C. Caç. 3482

Realizu-se hoje (2017/06/04) o 42º convívio dos ex-militares da C. Caç. 3482. Convívio agradável, repasto aceitável e alguns dos nossos amigos, surpreenderam-nos com interpretações que excederam em muito o que eu esperava. Os jograis idealizados pelo Dr. Faria de Oliveira e a participação do Engº Vinagreiro, que também nos brindou com uma interpretação notável da "Samaritana", à boa maneira dos anos sessenta quando andava lá por "química" em Coimbra, do Almeida e do Martins.
O poema " o cravo" dito pelo Dr. Faria de Oliveira foi notável como também o foi a forma vivida como recitou o poema Nambuangongo Meu Amor do Manuel Alegre. Sem esquecer o Moura que ainda não se esqueceu de como se toca viola.
Aqui ficam algumas fotografias para nelas reviverem o acontecimento.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Amor e Guerra: de Coimbra a Nambuangongo

Caros Amigos,
No próximo dia 16 de Junho, pelas 21.00 h, vou estar na Feira do Livro em Lisboa, para assinar o Livro, que como sabem, publiquei no início do ano, a todas as pessoas que o pretendam. Obviamente que será um prazer contar com a presença de quem puder. Um abraço.

terça-feira, 11 de abril de 2017

C. Caç. 3482 - Convívio 2017



Caros Amigos,
Avizinha-se mais um CONVÍVIO, já vamos no 42º,  da nossa C. CAÇ. 3482.
Como já havia referido, sem indicar o local, vai acontecer no próximo dia 4 de Junho, pelas 13.00 h no Restaurante "O TIROL" na Rua de ANSIÃO, nº 13 no POMBAL. O nr. de telefone do restaurante é o 236 212 404.
Como é hábito, as inscrições devem ser feitas até ao próximo dia 28 de Maio para o Fernando Rodrigues ou para o José Fernandes, utilizando os nrs. de telefone que indico:
    - FERNANDO RODRIGUES - 214 715 689;
    - JOSÉ FERNANDES - 222 059 309.
Obviamente que apelo a todos os amigos que o possam fazer, que compareçam, levando os familiares que o desejem. Eu vou igualmente, fazer os possíveis para também participar.

Aproveito para vos desejar, a vós e aos vossos familiares, uma ótima Páscoa.





sexta-feira, 10 de março de 2017

Quixico

Uma "vista do Quixico" como ainda não tinha conseguido obter. Vê-se o quartel na totalidade e a pista de aviação. Dá para ver as densas montanhas que nos cercavam. Uma vez mais me pergunto, sobre a razão de nunca termos sido atacados (nos quarteis claro)... também tinhamos os camaradas africanos, que se suspeitava passarem informações para a guerrilha e depois para além de "tecnicamente bons" sempre desenvolvemos uma ação psicológica adequada, já que mais não tenha sido, junto das mulheres.

Lavadeiras e não só

E haviam as nossas lavadeiras, que por vezes também lavavam o "quico". Mulheres lindissimas que ainda hoje recordo. Lembram-se da Rita de Ambrizete? Tive-a no quarto da Musserra durante mais de meia hora (alguém cometeu a "malandrice" de a levar a entrar fechando a porta à chave de seguida...). Não lhe toquei. Passou a gostar um pouquinho de mim. Terá sido a negra mais linda que conheci em Angola.

Confraternizações... Sempre

Era frequente tomar algumas refeições, principalmente nos dias festivos, quer ao nível do GC quer da Companhia. Cimentava a amizade e a cooperação sempre que necessária.

A PISCINA do Lué

E a homenagem merecida aos construtores da piscina do Lué. Ali, debaixo daquela mangueira que recolhia a água numa nascente da colina em frente do quartel, se é que se pode chamar quartel, aquele casebre... Lembram-se como era à noite? Tinhamos de acender umas "mechas" colocadas em latas, o que dava alguma claridade enquanto acesas. Ainda hoje me pergunto sobre a razão de nunca termos sido ali atacados. Eu diria que foi porque "nunca abandalhamos" e nos mantivemos sempre alerta, desde o primeiro dia até ao último. Custou um pouco? Sim custou. Mas hoje agradecemos tê-lo feito.