sexta-feira, 10 de março de 2017

Quixico

Uma "vista do Quixico" como ainda não tinha conseguido obter. Vê-se o quartel na totalidade e a pista de aviação. Dá para ver as densas montanhas que nos cercavam. Uma vez mais me pergunto, sobre a razão de nunca termos sido atacados (nos quarteis claro)... também tinhamos os camaradas africanos, que se suspeitava passarem informações para a guerrilha e depois para além de "tecnicamente bons" sempre desenvolvemos uma ação psicológica adequada, já que mais não tenha sido, junto das mulheres.

Lavadeiras e não só

E haviam as nossas lavadeiras, que por vezes também lavavam o "quico". Mulheres lindissimas que ainda hoje recordo. Lembram-se da Rita de Ambrizete? Tive-a no quarto da Musserra durante mais de meia hora (alguém cometeu a "malandrice" de a levar a entrar fechando a porta à chave de seguida...). Não lhe toquei. Passou a gostar um pouquinho de mim. Terá sido a negra mais linda que conheci em Angola.

Confraternizações... Sempre

Era frequente tomar algumas refeições, principalmente nos dias festivos, quer ao nível do GC quer da Companhia. Cimentava a amizade e a cooperação sempre que necessária.

A PISCINA do Lué

E a homenagem merecida aos construtores da piscina do Lué. Ali, debaixo daquela mangueira que recolhia a água numa nascente da colina em frente do quartel, se é que se pode chamar quartel, aquele casebre... Lembram-se como era à noite? Tinhamos de acender umas "mechas" colocadas em latas, o que dava alguma claridade enquanto acesas. Ainda hoje me pergunto sobre a razão de nunca termos sido ali atacados. Eu diria que foi porque "nunca abandalhamos" e nos mantivemos sempre alerta, desde o primeiro dia até ao último. Custou um pouco? Sim custou. Mas hoje agradecemos tê-lo feito.

E o Futebol sempre presente

Havia uma competição saudável entre o primeiro e o segundo Grupos de Combate. O resultado era sempre imprevisível. O segundo Grupo tinha um "camadada" do Norte (Porto?) que jogava muito bem. O primeiro tinha o Martins e o Abreu igualmente bons jogadores. E havia também o Carneiro, penso que do terceiro Grupo, que tambem não jogava nada mal. De facto, recordar é "reviver"... Saudades? Claro.




Praias lindíssimas: Musserra? Ambriz?

Claro que também tinhamos momentos de descontração... praias maravilhosas, areia finíssima, água pura e cristalina e temperaturas por nós nunca antes sentidas... Conheci praticamente toda a costa angolana. Destinos paradisíacos quando um dia puderem ser aproveitados...


Loge

Diria que se trata do Loge. As casernas, "o apartamento" do "comandante" e obviamente as viaturas em que percorremos milhares de Kms...


Terras de Angola

E eis que chegamos a Angola. Era tudo diferente. E não estou a falar das pessoas. Um calor abrasador, terra quase vermelha e paisagens lindíssimas.


Companhia da Marinha

Como certamente se recordarão, já próximos de Angola, passámos a ser acompanhados por um navio da Marinha. Era o princípio da guerra e do que sabíamos que ia acontecer quando desembarcassemos em Luanda.


Vera Cruz - Cruzeiro pelo Atlântico

Continuo com o "cruzeiro" que fizemos no Vera Cruz. Trata-se da piscina do navio. Certamente os melhores dias da nossa "Comissão", pelo menos para os oficias que tinham direito a tratamento VIP. Penso que reconhecerão todos. Pelo menos reconhecerão este vosso amigo e o Tinoco.