terça-feira, 20 de março de 2018

Ponte do rio Lué, hoje.

Ponte do rio Lué junto do destacamento.
Quão diferente da que conhecemos...

Quipedro hoje e Recordações

Quipedro, Ontem e hoje.
Recordações que não mais sairão das nossas memórias...
Começo por uma vista parcial do quartel, que muitos de nós conhecemos quando andávamos pelo Lué, apresentando depois fotografias actuais do cemitério e de lápides de soldados nossos (tenho outras) que lá ficaram. Como é possível deixar lá os corpos? A homenagem que o país lhes fez, limita-se a estas fotografias, que aqui coloco, mas que muito poucos lêem ou vêem, com esse objectivo???
Termino com um aspecto da povoação que existe hoje no local.
(fotografias de um camarada nosso que por ali passou e que conseguiu outras recentes). Tentarei obter outras dos locais por onda andámos.  




Fazenda do Lué

Lué, hoje.
Quem diria que a esplendorosa Casa da Fazenda do Lué, se transformaria no que a fotografia mostra?



terça-feira, 13 de março de 2018

QUIXICO

Recordando o Quixico...
Sim passámos aqui ou partindo daqui para outros locais, maus momentos mas também outros de alegria e de confraternização, que cimentaram amizades que ainda hoje perduram. Pelo "amontoar de pessoas na zona do campo, deveria ser jogo de futebol...
Agradecemos esta foto ao amigo Mário Silva, que pertencia à Companhia que aqui substituímos. Para ele um abraço  e o nosso obrigado por nos permitir estas recordações.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

LUÉ

  Vale a pena consultar o site que aqui se refere.
 
Anónimo disse...
Caro José Ferreira Abrantes,

Eu tenho estado a escrever alguma memórias da minha guerra, baseado em textos e comentários que fui fazendo ao longo do tempo na página do meu batalhão no Facebook. Não tenciono publicá-las, pois não tenho veleidades de escritor, pretendendo apenas assentar ideias e recordações sobre o que fiz e sobre o que não fiz, mas deveria ter feito. Procurei ser tão rigoroso quanto possível em todos os pormenores. Foi neste contexto que procurei saber que coisa, afinal, é que eu tinha visto lá do alto, no decurso daquela que foi a operação mais arriscada de todas as que eu fiz na minha comissão.

No que diz respeito a esta fotografia, assim que eu assomei à clareira lá no alto, assinalada com a seta, e olhei cá para baixo, pensei: «Quipedro! Ali está Quipedro!» Mas logo reparei que não deveria ser Quipedro, pois o que eu via não tinha dimensões para albergar uma companhia. Conclui então que o que eu tinha diante dos meus olhos deveria ser uma fazenda. Senti um arrepio na coluna, pensando no perigo que aquela fazenda corria tendo a UPA/FNLA ali tão perto, e continuei a operação.

Recentemente, no âmbito do texto que eu resolvi escrever sobre a operação referida acima, procurei esclarecer-me sobre o que é que eu realmente tinha visto lá do alto. Um antigo militar que tinha estado em Quipedro respondeu-me, via Facebook, que eu tinha visto o destacamento do Lué. Mas não fez referência nenhuma à fazenda. Com base nesta informação, fiz mais algumas pesquisas com o Google, até que vim parar a este vosso blog. Ao mesmo tempo, procurei encontrar imagens que me mostrassem o Lué, para eu poder confirmar se tinha sido mesmo o Lué que eu tinha visto lá do alto. O Google indicou-me uma página que continha esta imagem (sem a seta) mas, quando tentei aceder a essa página, obtive uma mensagem de erro dizendo-me que a página não existia ou coisa parecida. Lembrei-me então de que há em Washington uma instituição que mantém um arquivo contendo milhões de páginas antigas da internet, ao qual se acede através de um site chamado Wayback Machine. Encontrei lá esta imagem (sem a seta). Tudo se me esclareceu. O que eu vi lá de cima foi a fazenda Lué e não o destacamento, porque a vegetação o tapava. Eu tinha mesmo visto uma fazenda.

Hoje mesmo, com espanto meu, descubro que a página original onde estava esta imagem (sem a seta) continua afinal ativa na Internet! Não há necessidade de recorrer à Wayback Machine. Talvez o servidor da página estivesse em baixo quando eu tentei aceder a ela, não sei. Enfim, não importa. O que importa é que, se quiseres aceder a esta fotografia (sem a seta) e a outras imagens do Lué, Quixico e outras localidades, vai ao endereço http://prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/ e seleciona a letra inicial da localidade pretendida.

Um abraço

Fernando de Sousa Ribeiro,
ex alferes miliciano da C.Caç. 3535 do B.Caç. 3880

P.S. - A Wayback Machine é um espetáculo! Só este vosso blog foi arquivado nela nove vezes! O arquivamento mais recente ocorreu em 25 de junho passado. A página de entrada na Wayback Machine tem o endereço https://web.archive.org/ e o arquivo deste vosso blog está em https://web.archive.org/web/*/http://c-cac-3482.blogspot.com/.
15 de dezembro de 2017 às 18:22
Blogger José Ferreira Abrantes disse...
Obrigado, Amigo.
Vou pesquisar.
Aproveito para te desejar, a ti e atodos os teus, um Santo Natal e im ótimo 2018.
JA
18 de dezembro de 2017 às 22:25

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lué

Um leitor do nosso Blog fez-me chegar esta fotografia do Lué. Dá para perceber a beleza do local e o "buraco" onde se encontrava implantado o destacamento, claramente indefensável se atacado dos morros em volta. Felizmente nunca aconteceu connosco. Também andou na Zona onde fizemos a operação a que chamei de Lué e de onde trouxemos as crianças de que todos sabemos. Esteve em Angola na mesma altura em que nós também estivemos.
Renovo os meus votos de Feliz Natal para TODOS NÓS.
JA

domingo, 3 de dezembro de 2017

Feliz Natal


Mais um ano que chega ao fim e mais um Natal que se avizinha. Digamos que este ano que agora finda, terá trazido alguma melhoria da situação financeira para todos nós, eventualmente algumas perturbações, mas espero que as alegrias as tenham suplantado. Terá permitido a concretização de alguns sonhos, como foi o meu caso, com a publicação do livro Amor e Guerra. de Coimbra a Nambuangongo, o que para mim tem um significado muito especial. E a nossa Associação que fez 42 anos, organizou mais um convívio que decorreu, como sempre, de forma exemplar.
É agora hora de pensarmos o futuro, desejando que o próximo ano, seja no mínimo, tão bom quanto este que brevemente chegará ao fim.
Para todos os ex-militares da C. Caç. 3482, seus familiares e amigos, desejamos um Santo e Feliz Natal e um ótimo 2018.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

42º Convívio da C. Caç. 3482

Continuo a recordar o 42º convívio da C. Caç. 3482, realizado no Pombal em 04/06/2017. Estes veneráveis companheiros andavam, quarenta anos atrás, mais precisamente em 1973, por terras de Angola, mais propriamente no Quixico/Nambuangongo.
Três destes companheiros, os ex-furriéis Almeida e Soares e o ex-1º cabo enfermeiro Pereira, acompanharam-me naquela noite triste, em que atacamos e destruímos uma base IN na zona do Lué, embora no "assalto", tanto quanto me lembre, só eu tenha participado. Depois dessa operação, cometi a "proeza" de deixar no local de recolha o nosso amigo "Piriquito", sem consequências importantes (o ataque havia sido excecionalmente violento inviabilizando qualquer reação) que não fosse obrigá-lo a fazer 15 Km correndo, até chegar ao Lué.
Que se repitam muitos mais convívios agradáveis como este o foi, embora, normalmente, estes encontros "pequem" pela falta de tempo, que inviabiliza uma maior confraternização.
O nosso agradecimento aos habituais organizadores, Rodrigues e Fernandes, incansáveis e eficiêntes
como sempre.

domingo, 4 de junho de 2017

42º Convívio dos ex-militares da C. Caç. 3482

Realizu-se hoje (2017/06/04) o 42º convívio dos ex-militares da C. Caç. 3482. Convívio agradável, repasto aceitável e alguns dos nossos amigos, surpreenderam-nos com interpretações que excederam em muito o que eu esperava. Os jograis idealizados pelo Dr. Faria de Oliveira e a participação do Engº Vinagreiro, que também nos brindou com uma interpretação notável da "Samaritana", à boa maneira dos anos sessenta quando andava lá por "química" em Coimbra, do Almeida e do Martins.
O poema " o cravo" dito pelo Dr. Faria de Oliveira foi notável como também o foi a forma vivida como recitou o poema Nambuangongo Meu Amor do Manuel Alegre. Sem esquecer o Moura que ainda não se esqueceu de como se toca viola.
Aqui ficam algumas fotografias para nelas reviverem o acontecimento.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Amor e Guerra: de Coimbra a Nambuangongo

Caros Amigos,
No próximo dia 16 de Junho, pelas 21.00 h, vou estar na Feira do Livro em Lisboa, para assinar o Livro, que como sabem, publiquei no início do ano, a todas as pessoas que o pretendam. Obviamente que será um prazer contar com a presença de quem puder. Um abraço.